Quiero que te quedes sin amor, sin luz, sin agua y sin olvidar la dirección de mi casa. Me echa de menos! Soy más feliz sin ti.
"Nada é para sempre, dizemos, mas há momentos que parecem ficar suspensos, pairando sobre o fluir inexorável do tempo" (Saramago). Por isso, reuno algumas das tantas cores, formas, sons e sabores que encontro no caminho e, os guardo aqui, como se fosse possível parar o tempo.
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29 de novembro de 2012
2 de outubro de 2012
Saudade é um bicho rebelde.
Texto de Jean Falcão.
A gente bem que podia escolher de
quem devemos sentir saudade, né? Certamente decidiríamos por sentir falta
daquelas pessoas que, caso voltassem a fazer parte das nossas vidas, trariam
consigo a felicidade exatamente como há tempos atrás. Sem ressalvas.
Talvez seja justamente por insistir em acreditar que isso poderia acontecer num
hipotético retorno, que o coração insiste em palpitar com a simples lembrança,
quando sabemos, racionalmente, que a presença não seria tão salutar assim. Se
fosse, por que teríamos nos afastado, então?
Mas é que, num impulso de nostalgia, e de querer pra sempre o que um dia foi
bom (existe algo humanamente mais natural?) vez ou outra nos surpreendemos com
os pensamentos distantes, e o coração palpita quando lembramos do cheiro, dos
carinhos, dos gostos em comum, ou pura e simplesmente quando a janelinha do MSN
resolve subir e a foto aparece. Pior ainda é quando ficamos frente a frente. A
vontade de ter de volta logo se transforma em raiva. Raiva de si mesmo. Raiva
de querer o que não deveria. É tudo culpa do tal do cativar, cujo significado
foi o Pequeno Príncipe quem me ensinou. Na verdade, a culpa é dos que jamais
entenderam aquele negócio de ser eternamente responsável pelo que se cativa.
(Como se atribuir culpa melhorasse as coisas, né? Ilusão boba.)
Foi Drummond - olha ele de novo - que dia desses escreveu sobre como seria bom
se pudéssemos escolher quais memórias devem ser guardadas e apagar as que, de
uma forma ou de outra, por um ou outro motivo, não deveríamos alimentar. Dizia
Marcelle, agora há pouco, numa das nossas rotineiras conversas por MSN, que
devia existir um remédio para isso. Seja pela poesia, seja pela ciência, ainda
são duas impossibilidades. Nessas horas, resta somente fazer coro ao Renato e
cantar:
"♪♫E quem irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração ♪♫"
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Amigos,
Nome de anjo
21 de julho de 2012
Fragmentos de uma manhã
Seria tão bom se eu soubesse escrever o que os meus olhos veem, seria como uma fotografia que paraliza e eterniza cada momento. Acordei bem cedo, na verdade não dormir. Não, não foi insônia, apenas um desejo intenso de se manter acordada para não perder um só segundo. O dia me chegou como uma manhã de ano novo: desejos renovados.
Percebo que não há nada errado com os passos anteriores, apenas, quero e posso mais. Quero aprender a pisar em terras desconhecidas e me descobrir menina, mulher, as tantas que vivem em mim e as que nem imagino que posso ser. Me esforço para aprender a ler tudo e todos a minha volta. Olho no olho, sorrisos sinceros e leveza nas palavras, mesmo quando são ditas em momentos pesados. Quero aprender a viver. Isso se aprende, né?
Não sou dada a leitura de horóscopos, Bíblia, livrecos de auto-ajuda e essas babozeiras todas que dizem em formato de receitas de bolo como se deve viver. Prefiro a leitura dos gestos, dos olhares, do cheiro.
Hoje, por exemplo, amanheci lendo os últimos quatro anos em seu olhar. Seus olhos verdes são os únicos que miram minha alma. Ouvi, meu bem, cada uma de suas palavras com tanto carinho, com tanta raiva, com tanta paixão, com tanto ciúme a ponto de transbordar de amor. Sim, amor.
Há amor (e de muito) entre nós dois, mas há também meu nariz arrebitado, seu medo de viver... E os beijos proibidos nos quatro cantos de Olinda. Preciso desse seu amor, mas não posso viver na sombra. Sou uma mulher ensolarada, guerreira, daquelas que chegam com tudo, que olha a vida de frente.
Não tem jeito, se viver te causa medo, para mim é uma necessidade vital. É respirar! Sei que erro muito, mas nunca os mesmos erros, sou esperta demasiadamente para viver batendo na mesma tecla, eu quero viver o suficiente para bater em todas as teclas! Hoje cedo, mais uma vez você foi embora, eu te fiz chorar, mas não vou pedir desculpas, você mereceu. Eu sei que faço você se olhar no espelho e enxergar aquilo que você esconde, eu sei que estou sempre um passo mais a frente, que você pensa que não me dobra, mas querido, como é viver sem verdade, sem intensidade e brandura?
Se eu soubesse escrever cartas de amor, se eu tivesse o taleto de Aida ao criar uma definição do amor, ou se eu fosse maliciosa com as letras como Potyra, talvez tudo isso aqui fosse mais bonito para dizer que mesmo você indo embora, ainda sinto seu cheiro. Se eu soubesse escrever tudo o que vi hoje cedo seria: Me diz, quantas vidas você tem? Te mato mil vez e você ainda me vem, esbravejo a todos que nunca mais e quando dou dois passos: você.
Ainda aprendo como esquecer de lembrar que amo você.
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Nome de anjo
18 de junho de 2012
Livre, leve e solta.
Não tenho a pretensão de acertar sempre, tão pouco de não mentir ou chamar palavrões. Mas hoje acordei a fim de voar, de me entregar. Livro-me de todos os dogmas e conceitos que neutralizam o poder de ser livre e respiro fundo, além e, seu cheiro é o sinal vermelho que eu avanço. Sensualizo ao morder o canto esquerdo nos lábios meus, depois os seus e te rendo. E me entrego. Sou dada aos sorrisos largos, as gargalhadas em alto e bom som, mas sem perder a elegância, isso jamais! A não ser que você peça, (de preferência baixinho no meu ouvido). Meu caro sou das pequenas notáveis! Não tem jeito, sou seu sonho e seu pesadelo. Sou alegrias, aperreios... Sou a moça que seus olhos seguem quando passo. A resposta que o tempo insiste em não desvendar, revelando apenas que é possível viver como se fosse a primeira vez. E vivemos. Ouço os elogios que me fazes quando acordo sorrindo e não nego, adoro todos eles. Começa sempre por aquele que você certamente repete desde os 15 anos para todas as namoradas, o patético: "Bom dia, flor do dia!", em seguida você dispara carinhos ao pé do ouvido carregados de clichês dessa vida bandida. É quando me deparo com seus olhos de mar cheios de ternura e malícia - com um sorriso levemente tímido você diz: "Você não tem jeito!". Nessa hora me entrego sem medo. Sou toda sua e você é meu [irrevogavelmente bregas]. Moço, sou sempre eu mesma, mas certamente não serei a mesma sempre.
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Nome de anjo
12 de junho de 2012
A culpa dos astros.
| Será, Caio Fernando Abreu ? |
Porque mistério sempre há de pintar por aí
Pessoas até muito mais vão lhe amar
Até muito mais difíceis que eu prá você
Que eu, que dois, que dez, que dez milhões, todos iguais
Até que nem tanto esotérico assim..."
Pessoas até muito mais vão lhe amar
Até muito mais difíceis que eu prá você
Que eu, que dois, que dez, que dez milhões, todos iguais
Até que nem tanto esotérico assim..."
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Impressões do dia,
Nome de anjo
2 de março de 2012
Nem parecia carnaval.
Em Olinda vagavas entre blocos e encontravas refúgio em outras bocas, desfilavas diante dos olhos dela um vazio desolador. Visto que aquela tristeza também trazia o nome da moça, ela sentiu-se tão infeliz ao te ver passar. Envolvida pela velha mania de você, percebeu o quanto não é capaz de te fazer sorri. Compreendeu que não ser a menina dos teus olhos é triste, mas, enxergar tristeza em teu olhar, segundo ela, é ruim demais. Serenamente ela vive os dias, pois percebeu que vê-lo feliz a faz bem. Já tua tristeza, magoa mais que a ausência dos teus beijos.
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15 de fevereiro de 2012
31 de janeiro de 2012
Era tudo tão bonito
A primeira vez que eu te vi achei tudo lindo. Primeiro, os olhos verdes; Depois, o sorriso largo e, em seguida, aquele jeito de menino tímido e cheio de papo.
No dia seguinte a mensagem de celular que falava, entre outras coisas, que você estava gripado a ponto do nariz está escorrendo. (Eca!) Dei risadas e pensei: Ele é maluquinho.
Na mesma semana o convite para jantar. Euforia a parte, ninguém lembrou de fazer reserva no restaurante da Rua da Hora. Porém, tudo era tão bonito... E o primeiro "jantar romântico" foi: Fritas com calabresa e cerveja em um boteco do outro lado da rua. rsrsrsr... Ok, cardápio nunca visto em cenas de novelas ou filmes românticos, mas pra mim, ah, tava ótimo!
Lembra como demos risadas aquela noite?
E durante um tempo era tão bonito tudo quando eu lembrava de você.
Porém, aquela última vez que você me beijou, nem causou saudade. Não lembro quando você saiu de mim, na verdade eu nem tinha certeza se havia saído, mas naquela última vez que você me beijou... Era tudo tão feio.
No dia seguinte a mensagem de celular que falava, entre outras coisas, que você estava gripado a ponto do nariz está escorrendo. (Eca!) Dei risadas e pensei: Ele é maluquinho.
Na mesma semana o convite para jantar. Euforia a parte, ninguém lembrou de fazer reserva no restaurante da Rua da Hora. Porém, tudo era tão bonito... E o primeiro "jantar romântico" foi: Fritas com calabresa e cerveja em um boteco do outro lado da rua. rsrsrsr... Ok, cardápio nunca visto em cenas de novelas ou filmes românticos, mas pra mim, ah, tava ótimo!
Lembra como demos risadas aquela noite?
E durante um tempo era tão bonito tudo quando eu lembrava de você.
Porém, aquela última vez que você me beijou, nem causou saudade. Não lembro quando você saiu de mim, na verdade eu nem tinha certeza se havia saído, mas naquela última vez que você me beijou... Era tudo tão feio.
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9 de janeiro de 2012
5 de janeiro de 2012
15 de dezembro de 2011
15 de novembro de 2011
...?!
Se ela soubesse...
Ah, se ela soubesse o que viveria a cada ano,a cada hora do dia, a cada decisão...
Mudaria de cidade?!Compraria um apartamento?!
Viajaria e depois resolveria?!
O que fazer?!Viajaria e depois resolveria?!
Se soubesse escolheria, mas...
Logo menos terá vivido quase 365 dias,
Logo mais as contas vão chegar,
E em plena segunda um 3.0 vão descrever: o fim da juventude, o começo do novo.
E todos sorriem quando ela lamenta e pergunta: o novo vem a ser???
Ah, se ela soubesse...
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Nome de anjo
8 de agosto de 2011
Trem Azul
O Trem Azul
(Composição: Lô Borges/Ronaldo Bastos)
Coisas que a gente se esquece de dizer
Frases que o vento vem as vezes me lembrar
Coisas que ficaram muito tempo por dizer
Na canção do vento não se cansam de voar
Frases que o vento vem as vezes me lembrar
Coisas que ficaram muito tempo por dizer
Na canção do vento não se cansam de voar
Você pega o trem azul, o Sol na cabeça
O Sol pega o trem azul, você na cabeça
O Sol pega o trem azul, você na cabeça
Um sol na cabeça
Coisas que a gente se esquece de dizer
Coisas que o vento vem as vezes me lembrar
Coisas que ficaram muito tempo por dizer
Na canção do vento não se cansam de voar
Coisas que o vento vem as vezes me lembrar
Coisas que ficaram muito tempo por dizer
Na canção do vento não se cansam de voar
Você pega o trem azul, o Sol na cabeça
O Sol pega o trem azul, você na cabeça
Um sol na cabeça
O Sol pega o trem azul, você na cabeça
Um sol na cabeça
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